4 documentários sobre a ditadura militar brasileira

Em 1964, o Brasil encarou um golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura no país. O regime autoritário militar teve censura, exílio, repressão policial, tortura, mortes e “desaparecimentos” em todo o território nacional.

Saber como ocorreu o começo, o meio e o fim desse período é fundamental para entender e analisar criticamente a nossa história. Por isso, separamos quatro documentários que mostram como funcionou a ditadura no país. Confira:

O Dia que Durou 21 anos 

<span class="hidden">–</span>Divulgação/Divulgação

Nesse documentário de 2012, o destaque vai para a influência e o envolvimento do governo americano no golpe que derrubaria João Gourlart e daria início à ditadura no Brasil. A obra conta com textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos e imagens inéditas.

Disponível aqui.

Verdade 12.528

<span class="hidden">–</span>Divulgação/Divulgação

O nome do documentário se refere à lei que criou a Comissão Nacional da Verdade em 2011.  A obra explica como funciona e qual a importância da Comissão para apurar as violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 (período entre as duas últimas constituições democráticas brasileiras). 

Além disso, a obra também apresenta depoimentos dos parentes de mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar. 

Disponível aqui.

Memórias da Ditadura Militar no Brasil

Memórias da Ditadura Militar no Brasil conta com uma série de depoimentos que reúnem fatos marcantes do período. A ideia da produção foi tentar mostrar como estava a situação do Brasil antes e depois do golpe.

Disponível aqui.

Damas da Liberdade 

<span class="hidden">–</span>Reprodução/Reprodução

O documentário Damas da Liberdade apresenta narrativas de mulheres do Movimento Feminino pela Anistia e do Comitê Brasileiro pela Anistia. O filme retoma o debate sobre o período a partir da repressão e do medo vividos por muitos na época.

Disponível aqui.

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Turcomenistão “proíbe” coronavírus: como ditaduras enfrentam a pandemia

Na contramão dos dados alarmantes sobre a pandemia, o regime autoritário do Turcomenistão decidiu proibir o uso da palavra “coronavírus” no país. De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o ditador turcomeno Gurbanguly Berdimuhamedow determinou que o termo desapareça por completo da mídia estatal e até mesmo de conversas privadas.

A Radio Free Europe, grupo de mídia especializado em cobrir países da Europa Oriental e da Ásia Central, onde fica essa ex-república soviética, aponta que agentes do regime começaram a prender pessoas que foram ouvidas falando sobre a doença ou que estavam usando máscaras na capital do país, Asgabate.

 

Ainda segundo a RFE, o termo “coronavírus” também foi retirado de brochuras distribuídas pelo próprio governo em hospitais e escolas para incentivar a população a combater o vírus. Os folhetos passaram a usar expressões genéricas como “enfermidade” ou “doença respiratória”, em vez de “coronavírus” ou “covid-19”.

O Turcomenistão frequentemente aparece na última posição em rankings de liberdade de imprensa, no levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Ainda não há nenhum caso confirmado de covid-19 em território turcomeno, mas com o fluxo de informações completamente controlado pelo governo, não é possível afirmar que a doença não tenha atingido ninguém.

 

Turcomenistão

Ex-república da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o Turcomenistão está localizado no continente asiático e possui fronteiras com o Irã (ao sul), Afeganistão (a sudeste), Uzbequistão (ao norte e a leste) e com o Cazaquistão (a noroeste), além de ser banhado pelo Mar Cáspio (a oeste). Em 1924, o Exército Vermelho invadiu o Turcomenistão, que, no ano seguinte, foi incorporado à União Soviética, como a República Socialista Soviética Turcomena (RSS Turcomena). A independência nacional foi conquistada em 1991. Naquele ano, o país passou a integrar a Comunidade dos Estados Independentes – bloco formado pela Rússia e as antigas repúblicas da URSS.

 

Um dos países mais fechados do planeta, muitas vezes comparado à Coreia do Norte, o Turcomenistão foi governado por Saparmurat Niyazov (chamado de “Líder dos Turcomenos”) até sua morte em 2006. Gurbanguly Berdimuhamedow o sucedeu em 2007. Em 2012, foi reeleito presidente com 97% do votos e, novamente, com uma eleição apontada como fraudulosa, em 2017, com 97,67% dos votos.

Outras ditaduras e a pandemia de coronavírus

Um dos vizinhos do Turcomenistão, o Irã, é um dos países mais atingidos pelo coronavírus no mundo, com mais de 2.500 mortes registradas por causa da doença até o momento. Mesmo cientes do risco, foi permitido, por exemplo, que voos continuassem a conectar o país à China, ainda mais afetada pela pandemia. Uma das justificativas do regime para não tomar medidas de combate à doença era o medo de uma tragédia em sua economia, já fragilizada pelas sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

Só após ter feito o possível para evitá-las, e até ridicularizar a quarentena como uma ideia medieval, autoridades iranianas precisaram se render às medidas de confinamento para tentar conter o avanço do novo vírus. A demora para tomar as ações corretas gerou revolta na população iraniana, que alega que as autoridades esconderam o número de vítimas e afirmaram que a situação não era tão grave assim. 

A China, país onde a crise teve início, em Wuhan, também cometeu erros. Muitos alegam que a falta de transparência no começo tenha favorecido a propagação do vírus no país. A população chinesa ficou revoltada com a morte do médico Li Wenliang, apontado como um dos primeiros a identificar a existência do surto do novo coronavírus. Ele alertou as autoridades e foi convocado pela polícia pela atitude. A morte de Wenliang ilustrou a situação caótica dos hospitais da cidade epicentro da doença, muito saturados.

O governo chinês admitiu falha na resposta à epidemia do novo coronavírus. E com a imposição de medidas severas, facilitada pelo regime político autoritário do país, conseguiu reverter a situação e ser citado como exemplo de ação eficaz contra a pandemia.

A China, para virar o jogo, teve rapidez na criação de sistemas de busca e diagnóstico de casos, impôs o fechamento de escolas e comércios e a quarentena obrigatória. Assim como a democrática Coreia do Sul, é um dos países que conseguiram, de alguma forma, achatar a curva de crescimento das infecções, reduzindo o número de vítimas.

 

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“Amo a natureza, adoro escrever. Posso ser jornalista ambiental?”

Olá! Desde sempre amo muito o mar e os animais que vivem nele. Porém amo escrever, amo tocar as pessoas com palavras e tenho vontade em fazer Jornalismo, mas também quero fazer Biologia. Devo fazer primeiro Biologia e depois fazer Jornalismo para me tornar jornalista ambiental? Quero que a minha profissão me permita viajar ao mundo.

Larissa Adaniya

Por JULIANA RISSARDI, sócia-consultora da People & Results 

Oi, Larissa, 

Quando se tem duas carreiras com as quais você se identifica, mas que são muito específicas e diferentes, minha sugestão é que você reflita sobre o que exatamente quer fazer como trabalho e o que pode ser um hooby. 

Muitas vezes um tema que gostamos muito pode ser um ótimo início para uma carreira, para que isso se torne sua função de trabalho. Porém, tem muitas outras coisas que gostamos que podem ser somente um hobby para a vida. 

No seu exemplo, acredito que você deva pensar e pesquisar mais sobre a atuação prática das duas áreas. Pois podemos descobrir que na hora de atuar diretamente em determinada formação algumas crenças de como vai ser não são exatamente como idealizamos. Nesse sentido, recomendo como segundo passo que você procure conversar com profissionais já formados e atuantes em suas áreas: Biologia e Jornalismo. Para você entender a rotina, o dia a dia efetivo desse profissional da área. Isso te ajudará a pensar se as suas paixões são mesmo refletidas no que você quer fazer da sua vida diariamente. 

Vale dizer que para se especializar no jornalismo ambiental você não precisa, necessariamente, ter uma formação acadêmica em Ciências Biológicas. E há biólogos escritores, como Fernando Reinach, colunista do Estadão.

Além disso, nas duas opções que você citou é possível viajar, mas acho prudente entender antes como essas opções funcionam na prática para evitar frustrações depois que você já estiver formada. 

Boa sorte!

Envie suas dúvidas para nosso canal de Orientação Profissional

People & Results

Empresas são feitas de profissionais. São eles que constroem, transformam e perpetuam a cultura corporativa. Quando colocadas em posições que exigem aquilo que cada um tem de melhor, alcançam desempenho superior, são mais felizes. Portanto, cuidar da cultura da empresa e da carreira é peça fundamental na gestão de pessoas e para o sucesso nos negócios. Em suma, pessoas e resultados são o nosso negócio.
(A consultoria, especializada em carreira e cultura organizacional, responderá periodicamente as dúvidas dos leitores do GE).

 

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Depressão em ano de vestibular? Saiba como lidar

Atividades de lazer deixadas de lado, comparação com os colegas, dúvidas, pressão, cobranças e o medo de não ser aprovado. Essas são algumas questões que podem preocupar e estressar os estudantes no ano em que prestam o vestibular.  

Segundo Paula Pimenta, psicóloga do Serviço de Atendimento Psicológico do Curso Anglo, sentimentos como insegurança, comparação e medo de errar são comuns e até esperados para o jovem que se encontra nesse momento. 

Mas é extremamente importante cuidar da saúde emocional e ficar atento para manter o equilíbrio apesar desses aspectos próprios da preparação para as provas. “Se o jovem não está encontrando estratégias eficazes para seguir com uma rotina saudável, é o momento de buscar uma orientação psicológica para não deixar a situação se agravar”, diz.

Infelizmente, é comum jovens apresentarem quadros de depressão nessa fase e é preciso ficar atento aos sinais. Separamos algumas dicas para que você saiba quando deve procurar ajuda e para que isso não atrapalhe seus estudos – algo que sabemos que te deixará ainda mais ansioso. 

Como identificar?

A coordenadora de Orientação do Colégio Poliedro, Beatriz Marcon Nogueira da Silva, diz que é importante ressaltar que somente um profissional pode fazer o diagnóstico de depressão. Mas o estudante consegue notar alguns indícios que sinalizam que ele deve procurar ajuda. “Se ele começa a perceber que já não se interessa em fazer coisas que antes lhes eram prazerosas é preciso ficar atento”, diz

Além disso, o aumento da dificuldade em manter atividades rotineiras e habituais por mais de 15 dias também é um sinal de alerta. Os principais sintomas da depressão, segundo as especialistas, são apatia, tristeza frequente, falta de prazer em atividades que antes eram prazerosas, alterações de humor, alterações no sono (dormir muito ou insônia) e apetite (alimentar-se em excesso ou inapetência).  

Mas, como já dissemos, fique atento a falsos diagnósticos. “É comum as pessoas pesquisarem os sintomas e sinais na internet, mas apesar de algumas informações estarem corretas, existem outros fatores que precisam ser avaliados por um profissional, como o tempo e início da apresentação dos sintomas, em qual o contexto eles surgiram e qual a sua intensidade, por exemplo”, explica Paula.

Primeiros passos

Assim que perceber que não está bem, que existe algo de errado, a primeira coisa que deve fazer é pedir ajuda para alguém de confiança que, em um primeiro momento, pode ser um amigo ou algum parente. Não tenha vergonha de compartilhar esse problema, pois quanto mais cedo a depressão for diagnosticada, mais rápido se dará o início do processo de melhora. 

Depois, o ideal é procurar ajuda de um profissional da saúde no local onde estuda, ou da rede de saúde (pública ou privada). Ele irá avaliar o caso e orientá-lo da forma correta. 

E os estudos?

Segundo Paula, se o jovem recebeu o diagnóstico de depressão o mais importante é ele estar em tratamento medicamentoso e psicológico. “Fazendo um bom acompanhamento do seu estado de saúde é possível dar continuidade aos seus estudos, com o cuidado de retomar as atividades de forma gradual”, diz. 

“Mesmo sendo um período difícil, é possível conciliar a depressão com os estudos. Como já dito anteriormente, quanto mais cedo o estudante buscar ajuda, melhor e mais rápido será o processo de melhora, mas o equilíbrio é fundamental nesse momento de estudo que antecede os vestibulares”, diz Beatriz. 

Ela afirma que estudante deve ter uma rotina equilibrada entre tempo de estudo, atividade física, descanso, diversão e também ter uma alimentação saudável. Um outro ponto que pode ajudar nesse momento é procurar amigos ou familiares para falar sobre seus sentimentos. Estar em um espaço que se sinta acolhido ajuda a enfrentar essa fase. 

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