Análise do filme “O Poço” – Brasil Escola

No primeiro episódio do podcast do Brasil Escola, o professor Francisco Porfírio analisa o filme “O Poço”. Lançado em fevereiro deste ano, o longa do diretor espanhol Galder Gaztelu-Urrutia está dando o que falar. Confira neste episódio as referências implícitas na trama e as possíveis interpretações das lacunas presentes no enredo.
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É possível estudar com seus amigos?

Os amigos podem ajudar muito durante a preparação para o vestibular, incentivando, dando dicas, oferecendo apoio nos momentos mais difíceis e compreendendo a fase que você está enfrentando. Mas será que estudar com eles é a melhor opção? Conversamos com João Pitoscio Filho, coordenador Pedagógico do Grupo Etapa, e Alexandre Takata, coordenador do Maximize, para você avaliar se essa estratégia vale a pena para o seu grupo de amigos.

Para João, antes de o estudante optar por estudar sozinho ou com um grupo de amigos, é necessário conhecer e entender o perfil comportamental de cada um. “Uma pessoa mais inibida ou tímida se sentirá mais à vontade estudando sozinha, já um estudante mais extrovertido e comunicador irá preferir o contato com outras pessoas nessa hora. No entanto, desafiar-se e sair de sua zona de conforto é sempre uma oportunidade de crescimento”, diz.

É fundamental que as atividades estejam claras e preestabelecidas, para que cada integrante possa se preparar para elas. O ideal é montar um cronograma dos encontros e dos assuntos que serão trabalhados, segundo Alexandre. 

Vantagens

O convívio com outras pessoas e a troca de experiências é sempre um diferencial quando se estuda em grupo, pois é possível compartilhar conhecimento e até mesmo hábitos e costumes, que criem novas táticas de estudo. Essa estratégia também é uma grande aliada na apreensão de conteúdos. Sabe-se que uma das melhores formas de se aprender é ensinando, pois transmitir e ensinar um assunto exige a ampla compreensão de um determinado tema, por meio da lógica, do trabalho de pesquisa, do uso de exemplos e exercícios, além da escolha de uma melhor didática, dependendo do perfil do interlocutor. “Desenvolver tal prática é essencial na vida de um estudante. A compreensão e consolidação do conteúdo ocorre inclusive durante a explicação”, explica Alexandre. 

Um estudante com maior facilidade na área de Humanas ou nas Ciências Exatas, por exemplo, pode contribuir esclarecendo possíveis dúvidas dos colegas. “Some-se a isso o fato que estudar em grupo estimula a empatia, uma vez que é necessário respeitar o ritmo, a velocidade e o conhecimento das outras pessoas”, diz João. 

Além disso, em um grupo de estudos há o estímulo ao debate, um fator muito importante para a fixação de conteúdos. A exposição de ideias e conceitos é sempre construtiva, pois o estudante passa a entender que existem outras visões de mundo e outras realidades. Sem contar que, por meio da leitura de um texto ou da interpretação de uma figura ou de uma imagem, cada um criará sua própria versão daquilo que está sendo mostrado e a soma dessas versões torna-se um momento de aprendizado intenso.

Desvantagens

O principal problema de estudar em grupo, segundo João, é a perda do foco. Muitos estudantes têm dificuldade de se concentrar quando estão rodeados de outras pessoas. Assim, se o grupo não estipular regras claras de como será feita aquela reunião de estudos, poderá haver a dispersão e o desperdício de horas preciosas. 

Se o grupo também não tiver um interesse em comum e cada um focar um assunto diferente durante os estudos, de nada adiantará eles estarem juntos. Por isso, é fundamental combinar previamente quais assuntos serão estudados.

Por fim, organização e disciplina são muito importantes para que o objetivo maior da atividade não se disperse em outros assuntos, gere discussões e debates caóticos ou ainda desmotive os envolvidos.

Dicas durante a quarentena

Segundo João, o grupo de estudos presencial é sempre mais proveitoso. Mas devido à quarentena, criar um grupo de WhatsApp para esclarecer dúvidas pode ser uma solução. O cuidado que se deve tomar é que isso obriga o estudante a estar com o celular ligado o tempo todo, assim, não terá como impedir que outras mensagens, que não se relacionam com o grupo, cheguem. 

“Isso tirará seu foco, podendo tornar improdutivo o período de estudos. Uma alternativa é montar uma sala de reunião usando aplicativos específicos para essa finalidade. Com isso, o foco será mantido nos tópicos combinados previamente com os outros participantes do grupo”, sugere o coordenador.

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Engenharia Elétrica: conheça o curso e as oportunidades de trabalho

Não é estranho que em um universo tão vasto das engenharias você fique em dúvida sobre qual delas cursar. Afinal, entre Engenharia Acústica, Aeronáutica, de Software, de Petróleo e tantas outras o número não para de crescer: em 2010, eram 34 modalidades e hoje já chega a 39, segundo o Instituto de Engenharia. Os novos cursos, como, por exemplo, a Engenharia de Inovação, surgem especialmente em resposta ao avanço de tecnologias e modernização de processos. 

Mas isso não quer dizer, é claro, que as velhas e boas engenharias Mecânica, Civil e outras mais tradicionais perdem seu espaço. Prova disso é a atuação de alguns engenheiros mecânicos e eletricistas na criação de um respirador que pode salvar muitas vidas durante a pandemia do coronavírus. Neste texto, te convidamos a se inspirar nesses profissionais e conhecer um pouco mais sobre a Engenharia Elétrica. Como é o curso? É a mesma coisa que Engenharia Eletrônica? Preciso gostar de Matemática para atuar na área? Onde posso trabalhar depois? Descubra tudo isso!

Ênfase em quê? Conheça o curso de Engenharia Elétrica!

Assim como nos outros cursos de Engenharia, o estudante que optar por estudar a Elétrica vai se deparar com uma grade bastante genérica e teórica nos dois primeiros anos de curso, chamado de “ciclo básico”. Nesse período, prepare-se para muitas disciplinas de cálculo: é o teste pelo qual você precisará passar antes de começar a estudar as disciplinas mais específicas do seu curso nos três anos seguintes.

Na maioria das universidades, o ciclo básico é bem parecido, por isso você deve dar atenção especial à grade curricular da segunda parte do curso, nas chamadas disciplinas específicas. Basta imaginarmos em quantas atividades a energia elétrica está envolvida para termos uma noção dos muitos setores possíveis de atuação e, portanto, enfoques possíveis. Na projeção de linhas telefônicas, na construção civil ou mesmo na indústria automotiva é possível encontrar alguns desses profissionais, e por isso muitos cursos de Engenharia Elétrica possuem ênfases específicas que preparam melhor o estudante para atuar em determinada área. 

Então, embora muitas universidades ofereçam simplesmente o curso de Engenharia Elétrica, mais generalista, se você já sabe em qual setor pretende trabalhar vale buscar uma universidade que ofereça essa ênfase, com disciplinas especificamente voltadas a isso. Na Escola Politécnica da USP, onde o ventilador pulmonar foi desenvolvido, é possível encontrar as ênfases em Telecomunicações, Eletrônica e Processos, Energia e Automação Elétrica, Computação ou Automação e Controle. 

Uma dica final: se a universidade onde você pretende estudar não indica nenhuma ênfase, vale a pena consultar a grade do curso para verificar se, ainda assim, ela dedica mais disciplinas a um assunto específico. É o caso da Universidade Federal de Itajubá (MG), que embora não tenha oficialmente uma ênfase específica, oferece mais disciplinas do que o convencional sobre sistemas de potência. 

Mercado de trabalho

O grande número de especialidades nas graduações oferecidas dão um panorama de como é o mercado de trabalho para esse profissional. Se quase tudo ao nosso redor demanda energia elétrica, todas as indústrias por trás disso também demandam um engenheiro eletricista. 

A indústria, por exemplo, contrata esses profissionais para trabalhar desde a projeção de equipamentos eletrônicos como maquinário industrial até para a concepção de sistemas eletrônicos empregados na computação. Já um profissional com ênfase em Engenharia Biomédica será contratado para conceber e fabricar equipamentos médicos. 

E as oportunidades, é claro, não se restringem ao setor privado: um engenheiro eletricista especialista em sistemas de potência pode ser contratado pelo governo para projetar e participar da construção de usinas hidrelétricas, por exemplo.

Por fim, a perspectiva salarial. O último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), lançado em 2018 pelo extinto Ministério do Trabalho, colocou essa engenharia como a quarta mais bem paga, com um salário médio de admissão de R$ 6.633,80.

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