MEC publica novos editais do Prouni e do Fies para o 1° semestre de 2020

O Ministério da Educação publicou novos editais para o primeiro semestre de 2020 do Programa Universidade para Todos e do Fundo de Financiamento Estudantil. Os estudantes que participaram dos processos seletivos devem ficar atentos às datas finais para a entrega de documentos da lista de espera do Prouni e da pré-seleção do Fies. Anota aí!

Prouni

O período para envio da documentação dos candidatos que manifestaram interesse na lista de espera se encerra no dia 21 de maio. Já o registro da concessão de bolsa ou reprovação do candidato deverá ser efetuado pelas instituições de ensino até 23h59 de 24 de maio.

Fies

A última pré-seleção dos candidatos será realizada até 22 de maio. Os estudantes pré-selecionados têm até 3 dias úteis para complementar as informações apresentadas na inscrição. Os candidatos precisam informar dados bancários, do fiador e do seguro para pagamento da dívida em caso de morte.

Após a complementação de informações nos sistemas dos programas, os estudantes terão 30 dias úteis para comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino na qual fará o curso. A CPSA tem até 5 dias úteis para validar as informações recebidas do aluno e emitir o Documento de Regularidade de Inscrição (DRI), que serve para formalizar a contratação do financiamento.

Assim que o DRI for emitido, o candidato tem 30 dias úteis para ir à agência da Caixa Econômica Federal escolhida na hora da inscrição para formalização do contrato de financiamento.

Segundo os editais, a orientação do MEC é que as instituições de ensino que não puderem receber a documentação fisicamente disponibilizem um canal para envio dos documentos de forma digital, como um endereço de e-mail ou número de WhatsApp. A determinação é válida para o Prouni e para o Fies.

Antes de publicar essas novas datas, o MEC havia prorrogado, por tempo indeterminado, o período das listas de espera dos dois programas de acesso ao ensino superior. A medida teve o objetivo de minimizar os prejuízos da pandemia do coronavírus na vida dos estudantes, já que diversas instituições de ensino estão com suas atividades paralisadas em razão da determinação de estados e municípios. 

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7 livros que vão inspirar sua criatividade

Muito útil para sua carreira e para sua vida, a criatividade pode ser estimulada. Com algumas técnicas, atividades e dedicação é possível sair do lugar comum e se tornar uma pessoa mais criativa.

Selecionamos sete livros com dicas para você explorar essa habilidade no seu dia a dia. Veja abaixo:

Roube Como um Artista, de Austin Kleon

A obra busca mostrar que, para ser criativo, não é necessário criar algo do zero, pois, segundo o designer Austin Kleon, autor do livro, nada é totalmente original. Ou seja, para encarar um processo criativo é importante ter boas referências, inspirações e fontes. A ideia aqui não é copiar a ideia de outras pessoas, mas saber aproveitar certos aspectos para pensar em algo realmente autêntico.

Confiança Criativa, de Tom Kelley e David Kelley

Muitas pessoas acreditam que a criatividade é uma característica exclusiva de certos grupos, como pintores, escritores e designers, por exemplo. Mas essa habilidade pode ser fundamental também em diversas áreas. 

No livro Confiança Criativa, os irmãos Kelley mostram que todos podem ter boas ideias e que a criatividade nada mais é do que um comportamento proativo na busca por soluções. Eles apresentam estratégias específicas e ações efetivas, que podem gerar melhorias na sua carreira e no seu cotidiano.

Destrua Este Diário, de Keri Smith

A ilustradora e artista canadense Keri Smith criou essa obra que tira o leitor do lugar comum e pede uma interação lúdica e inusitada. Para estimular a criatividade e despertar uma reflexão sobre a forma como lidamos com os objetos, o livro apresenta instruções divertidas e inesperadas, como rasgar páginas, rabiscar e até mesmo levar o livro para o banheiro. Enquanto destrói o diário, o leitor passa por uma verdadeira experiência criativa.

Um TOC na Cuca, de Roger von Oech

Nesse livro, que é praticamente um manual de como instigar sua mente e despertar boas ideias, o autor apresenta grandes bloqueios mentais que impedem atitudes inovadoras. Com recursos do humor, ele mostra como sair da rotina e ter pensamentos criativos.

Grande Magia, de Elizabeth Gilbert

A partir de exemplos de sua vida e história de amigos e pessoas que a inspiraram, Elizabeth Gilbert, a mesma autora do best-seller Comer, Rezar e Amar, questiona o que é ter uma vida criativa. Gilbert quer mostrar que a criatividade não está relacionada à arte necessariamente, mas à curiosidade. 

Isto Não é um Livro, de Keri Smith

Neste projeto da mesma criadora de Destrua este Diário, a ideia é estimular sua criatividade de uma forma extremamente prática. A obra sugere uma série de tarefas que desafiam o leitor a criar e transformar.

A Arte da Criatividade, de Rod Judkins

Rod Judkins é especialista em técnicas criativas, além de dar aula na Universidade das Artes de Londres (UAL), no Reino Unido, e de prestar consultoria para empresas. Na obra, ele busca mostrar que pensar de maneira criativa tem um impacto positivo na sua vida profissional e pessoal. Além de dissertar sobre a mente de figuras famosas que proporcionaram reviravoltas em sua área, como Steve Jobs, Coco Chanel e Salvador Dalí, o autor revela técnicas para desenvolver o pensamento criativo e sair do senso comum.

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Design de Moda: descubra a profissão que vai muito além das passarelas

Se pensarmos em termos funcionais, um estilista não se distancia tanto assim de um arquiteto ou de um designer de produtos. Afinal, ele cria produtos que devem ser esteticamente agradáveis e funcionais. Mas por que, então, o universo da Moda parece tão mais inacessível e rodeado de clichês (positivos ou não) para tanta gente? 

Bom, as poucas informações disponíveis sobre a profissão e a baixa oferta de cursos na área – com uma mãozinha, é claro, da ficção (quem nunca viu O Diabo Veste Prada?) – podem nos dar algumas pistas de como essa profissão que está por toda parte parece, aos olhos da maioria, distante. 

A Moda está nos grandes desfiles, está no trabalho de estilistas famosos como Chanel, Lagerfeld e McQueen, na alta costura e nos elegantes croquis. Mas também está em todos os processos da indústria têxtil que leva roupas “comuns” ao guarda-roupa de pessoas “comuns”. Está no tingimento de tecidos, na produção de fios e em processos manuais como o tricô e o bordado.

De uma forma ou de outra, é preciso estudar todas essas opções e traçar objetivos antes de mergulhar de vez na área: se foram os clichês que te levaram a se interessar pela profissão, certifique-se de conhecer bem o curso, mercado de trabalho e as perspectivas para não se frustrar. Mas se são justamente os estereótipos que te desanimam, descubra, neste texto, como a indústria da moda tem muito mais a oferecer!

Questão de talento?

Assim como a maior parte das profissões com um pezinho no design, a Moda desperta certo receio em quem não tem lá muitas habilidades manuais e artísticas. Mas longe do que se imagina, não se trata de uma questão de “talento” e nem é preciso entrar em um curso de Moda sabendo desenhar ou costurar perfeitamente. Ter alguma noção ou contato prévio com essas práticas (assim como com alguns nomes e expressões da área) ajuda, mas não espera-se que o estudante já tenha habilidades profissionais. 

A professora de tricô e estilista Cristiane Bertoluci, por exemplo, conta que hoje, 18 anos depois de se formar, é que está aprendendo de fato a desenhar bem. Por isso, faz questão de ressaltar que, diferentemente do senso comum, a moda e até mesmo o processo de criação não se resumem apenas ao desenho. “Às vezes, criar é pegar um fio, misturar com outro e quando você vê está criando sem pegar um papel na mão”, conta. Cristina é formada em Moda e Estilo e propôs em seu mestrado na Universidade de São Paulo (USP) a criação de roupas em tricô a partir de tecido reciclado (como peças guardadas que não usamos mais). 

Apesar de já ter alguma experiência com tricô e modelagem (transformação de um desenho em molde), foi em sua graduação na Universidade de Caxias do Sul (UCS), RS, que Cristina pôde aprofundar esses conhecimentos. Em outras disciplinas, conta que aprendeu também sobre tendências e até marketing, mas foi nos laboratórios e muitas vezes fora da sala de aula que encontrou espaço para experimentar e criar. “Moda é isso, se você tem uma máquina de costura em casa, é só comprar um tecido”, conta. Além, é claro, dos estágios nas mais diversas áreas: “tem muitos campos que são possíveis para colocar em prática!”. 

Moda e Estilo, Design de Moda, Têxtil e Moda… qual curso escolher?

Dependendo da universidade ou da modalidade do curso (bacharel ou tecnólogo) é possível encontrar o curso de Moda com as mais diversas nomenclaturas. Mas, afinal de contas, será que Design de Moda ou Têxtil e Moda dá tudo na mesma?

Digamos que todos estes cursos habilitam para trabalhar na área de Moda, mas dependendo da grade curricular, do tempo do curso e de outros fatores eles podem te direcionar e preparar melhor para alguns setores. O curso de Têxtil e Moda da USP, por exemplo, prepara não só para o trabalho da área de criação e design, como também conta com disciplinas de tecnologia e gestão. Por outro lado, não tem um foco tão grande em técnicas manuais como o curso de Moda e Estilo da UCS, onde Cristina estudou. 

O que há de comum entre eles, no entanto, é que se tratam de bacharelados, de duração média de quatro anos. Já os cursos tecnológicos – geralmente de três anos – costumam ser mais práticos e contam com oficinas para desenvolver técnicas de estilismo, de desenvolvimento de coleções, modelagem e corte e costura, entre outras. 

O importante, portanto, é estudar com calma a grade curricular de diferentes universidades e, se possível, escolher aquela que mais se adequa aos seus objetivos profissionais. Você ainda não sabe muito bem com o que quer trabalhar? Calma, estamos chegando lá!

Mercado de trabalho

Nem só de estilismo se faz o mercado de trabalho da Moda. Algumas outras oportunidades menos conhecidas são, por exemplo, para personal stylists, profissionais contratados para prestar uma consultoria de moda a outras pessoas. Na indústria têxtil propriamente dita, quem cursou Moda pode trabalhar com o gerenciamento de diversas etapas, de tingimento de tecidos até a comercialização. Especialistas em marketing e branding também são cada vez mais requisitados – e esses são conhecimentos essenciais se você pretende, eventualmente, criar sua própria marca. 

Além disso, nada te impede de ir mais longe e explorar nichos menos conhecidos, como a moda sustentável ou tecnológica. Um exemplo é o projeto Jacquard, do Google, que incentiva a criação de roupas com componentes eletrônicos capazes de tocar música ou atender chamadas telefônicas. 

Áreas ligadas à educação e à pesquisa, segundo Cristina, também oferecem boas oportunidades. “Como a Moda é ainda pouco explorada em publicações na área acadêmica, está aberto para pesquisarmos, encontrarmos soluções”. Sua dica de ouro, por fim, é estar preparado para um mercado dinâmico e em constante reinvenção! 

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