Ministro diz que vai abrir consulta aos inscritos no Enem sobre adiamento

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou, por meio do Twitter, nesta terça-feira (19), que vai abrir uma consulta aos estudantes que se inscreveram no Exame sobre a data do exame.

Segundo o ministro, a consulta será feita na última semana de junho, na própria Página do Participante, no site do Enem. Os estudantes vão responder se preferem manter a data, adiar por 30 dias ou suspender até o fim da pandemia. Sem mais detalhes, Weintraub disse que medida é uma resposta a quem critica a manutenção do cronograma em meio à pandemia.

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Votação no Senado

O adiamento do Enem 2020 entrou na pauta da sessão deliberativa remota do Senado desta terça-feira (19). O projeto de lei nº 1.277, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), prevê a prorrogação de “provas, exames e demais atividades para o acesso ao ensino superior “, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Saiba mais sobre o projeto de lei sobre o adiamento do Enem

Depois do Senado, o PL precisa passar pela Câmara. Em cada um das Casas, os parlamentares discutem e votam a proposta original, sendo possível fazer mudanças. Depois de aprovado no Congresso, o projeto é enviado para a análise do presidente da República. Ele pode vetar só parte do texto ou todo o projeto. Se estiver de acordo, sanciona a lei, que já começa a valer a partir daquele momento.

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7 autores contemporâneos de 7 países diferentes para você conhecer

A diversidade é importante por várias questões. Além de nos aproximar de experiências e opiniões diferentes, ela ajuda a ampliar o olhar sobre temas que estão próximos de nós. Que tal aproveitar a quarentena para conhecer escritores de outras partes do mundo que ganharam destaque por trazer temas necessários com uma literatura original?

Scholastique Mukasonga (Ruanda)

Scholastique é uma guardiã da memória da vida em Ruanda, seu país natal. Os livros da premiada escritora tutsi, grupo étnico ruandês e de regiões próximas, são quase biográficos, contando a vida da família antes e depois do genocídio de Ruanda que matou mais de 800 mil pessoas, incluindo sua família, e a fez fugir para a Normandia, na França, onde vive hoje. Entre os livros publicados no Brasil estão Baratas, A Mulher de Pés Descalços e Nossa Senhora do Nilo ((livros sempre em itálico!)). Com narrativas que retratam o cotidiano ruandês pelo olhar feminino e as privações que o povo tutsi sofreu durante o exílio, as narrativas de Scholastique são fortes, tristes e nos ajudam entender uma realidade muito distante da nossa.

Juan Pablo Villalobos (México)

O escritor mexicano dedicou grande parte de sua formação ao estudo da literatura, mas demorou um tempo até descobrir que poderia ser romancista. Com o primeiro livro lançado, Festa no Covil tornou-se referência para um gênero pouco explorado, a “narcoliteratura”, e seguiu para se tornar uma trilogia de histórias independentes. Usando o olhar de um menino, filho de um grande traficante de drogas, para condenar o machismo e a violência no ambiente do narcotráfico, o escritor usa o humor ácido, o sarcasmo e o nonsense (apesar de basear-se na realidade), além de traços autobiográficos para falar sobre a cultura e a sociedade mexicanas.

Svetlana Alexievich (Belarus)

Diferentemente dos outros autores que navegam entre as linhas do real e fictício, Svetlana traz a mais pura realidade para suas páginas. A escritora e jornalista bielorrussa, nascida na Ucrânia, recebeu o Nobel de Literatura, em 2015, por suas obras polifônicas. A partir de entrevistas realizadas pela própria autora, seus livros se encarregam de expor as trágicas memórias de quem viveu acontecimentos históricos, como as soviéticas que lutaram na Segunda Guerra Mundial, em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, e os relatos de quem viveu a abertura da URSS para o capitalismo, em O Fim do Homem Soviético.

Kazuo Ishiguro (Japão)

Vencedor do Nobel de Literatura em 2017, o autor japonês que viveu desde os 5 anos na Inglaterra usa eventos da história como plano de fundo para as trajetórias de seus personagens. Em livros recheados de ironia, fantasia e dilemas, suas narrativas, muitas vezes, nos fazem questionar nossa posição sobre a história e como participamos dela. Os Vestígios Do Dia, seu livro mais celebrado, e Quando Éramos Órfãos são ótimos livros para conhecer o autor.

Samantha Schweblin (Argentina)

Apesar da curta carreira, a argentina já foi eleita uma das 22 melhores escritoras da língua espanhola da nova geração pela revista literária Granta. Considerada herdeira do realismo fantástico de escritores como Julio Cortázar, grande autor argentino, as relações familiares e suas dificuldades são os temas que mais a interessam. No livro premiado Pássaros na Boca, Samantha reúne 18 contos sobre situações cotidianas que assumem contornos aterrorizantes. Outra obra da autora, Distância de Resgate deve ser lançado como filme na Netflix.

Elena Ferrante (Itália)

Ninguém sabe com certeza quem é Elena Ferrante. Apenas que é italiana, provavelmente de Nápoles, cenário de grande parte de suas histórias, e que alcançou o reconhecimento internacional com A Amiga Genial, o primeiro livro de sua Série Napolitana. Para além das polêmicas sobre quem estaria por trás do pseudônimo, a autora nos apresenta os subúrbios de Nápoles, conturbados, violentos e nada turísticos, muito diferente da romântica e bela Itália a que estamos acostumados. Parte do seu sucesso se deve a uma narrativa realista, honesta e imersiva.

 Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria)

Se você gosta da literatura contemporânea, já deve ter ouvido falar de Chimamanda. A escritora nigeriana tornou-se uma das autoras anglófonas de maior sucesso nos últimos anos por suas abordagens sobre o movimento feminista e a visão limitada que os países ocidentais têm sobre o continente africano, como conta em seu TED Talk sobre “o perigo da história única”. Entre seus livros mais conhecidos, Americanah conta a história de uma mulher nigeriana que deixa seu país para estudar nos EUA, onde, pela primeira vez, ela se enxerga negra e “africana” – como costumamos rotular as pessoas desse continente gigantesco, apesar da diversidade cultural, geográfica e política entre os países.

 

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Curtiu Arremesso Final? 12 Filmes e documentários sobre esportes para assistir na Netflix

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Projeto sobre adiamento do Enem 2020 pode ser votado no Senado nesta terça

O adiamento do Enem 2020 estará na pauta da sessão deliberativa remota do Senado desta terça-feira (19), às 16h.  O projeto de lei nº 1.277, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), prevê a prorrogação de “provas, exames e demais atividades para o acesso ao ensino superior “, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista à Agência Senado, a senadora disse que manter as provas aprofunda as desigualdades, porque muitos estudantes não têm acesso à internet ou a equipamentos adequados para assistirem a aulas. É o mesmo argumento de entidades estudantisuniversidades e colégios federais que defendem o adiamento. Segundo o IBGE, cerca de 46 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet.

A decisão de incluir a matéria na pauta desta terça foi tomada pelos líderes partidários em reunião na segunda-feira (18). O relator da matéria, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), está finalizando seu parecer, segundo informações da Agência Senado nesta manhã. A proposta apresentada pela senadora Daniella Ribeiro pode sofrer alterações durante a votação na Casa.

Na última segunda-feira (18), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, afirmou que as datas da prova não são “imutáveis”, mas estão mantidas, a princípio, para novembro.

Como funciona a tramitação de um projeto de lei?

O projeto de lei precisa passar pela Câmara e pelo Senado. Em cada um das Casas, os parlamentares discutem e votam a proposta original, sendo possível fazer mudanças. Depois de aprovado no Congresso, o PL é enviado para a análise do presidente da República. Ele pode vetar só parte do texto ou todo o projeto. Se estiver de acordo, sanciona a lei, que já começa a valer a partir daquele momento.

Recurso da Defensoria Pública

A Defensoria Pública da União (DPU) também entrou com recurso, na segunda-feira (18), para que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reveja decisão tomada em abril e adie a aplicação do Enem.

A DPU afirma que, com a suspensão das aulas presenciais, o preparo dos alunos para o Enem é prejudicado. O órgão destaca a desigualdade no acesso à internet, especialmente na zona rural, a falta de materiais didáticos para os alunos mais pobres e o fechamento das bibliotecas, além da educação remota de qualidade superior para os estudantes de escolas particulares em relação aos de escolas públicas.

O pedido tem o apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e do Centro de Assistência Jurídica Saracura (Caju).

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“Decifrando o coronavírus”: como será o mundo globalizado pós-pandemia

Entre as discussões sobre um “novo normal” após a pandemia do coronavírus, é possível ver que algumas mudanças vieram para ficar. Na segunda live do GUIA sobre o assunto, conversamos com Claudio Falcão, professor de Geografia e diretor do sistema de ensino pH, para entender o que é globalização e quais as consequências da covid-19 no mundo.

Com a intensificação de dois discursos opostos e prevalentes no cenário político, os países dividem-se entre ideais de isolamento e cooperação mundial. O professor aponta, contudo, que uma das características inevitáveis da globalização é a resistência constante ao seu progresso, como discursos contra o avanço científico e organizações comunitárias, como a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Entre as consequências da pandemia está uma possível reorganização da economia mundial. O agravamento da disputa entre EUA e China, em que os americanos perdem protagonismo devido à dificuldade em conter a crise e, por outro lado, vemos a dependência internacional em relação aos chineses, surgem novos caminhos para o sistema econômico.

Nesse quadro, fica claro para o professor uma recessão econômica que deve se agravar não só no Brasil, mas no resto do mundo. Como consequência, a sociedade deve voltar a discutir o papel do Estado, assim como devem surgir novos acordos internacionais para superar a crise.

“Novo normal”

O geógrafo destaca que a ampliação do trabalho e da educação remota, assim como a responsabilidade social das empresas, será uma realidade. Apesar de serem movimentos anteriores à pandemia, durante esse período pudemos perceber a importância de desenvolver e nos adequarmos a essas mudanças.

Porém, a pandemia também nos deixa algumas questões para repensar, como a flexibilidade nas relações de trabalho que se consolidou nos últimos anos. O desamparo e o aumento do desemprego durante o isolamento social farão com que voltemos a discutir a organização de trabalho brasileira, assim como a postura política nacional, que sofre uma reviravolta no atual governo.

A valorização da saúde pública

Além das mudanças nas questões econômicas, a saúde pública pode se tornar um foco das perguntas dos exames no fim do ano. De acordo com Falcão, o SUS tem se mostrado eficiente na contenção da crise, reacendendo o debate sobre a importância da saúde pública.

Isso é um contraponto à realidade americana, por exemplo, em que as pessoas dependem mais de um sistema de saúde particular. Em todo o mundo, vemos o surgimento da valorização do sistema público e, também, de um importante papel social das empresas de capital privado.

Assista à live completa em que o professor explica todas essas questões e como elas devem aparecer nos vestibulares.

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