“Decifrando o Coronavírus”: entenda os gráficos e dados sobre a pandemia

Se entender a realidade que estamos vivendo está difícil, imagine aprender a ler e a interpretar todos os dados que vemos diariamente sobre a covid-19. Para te ajudar a se preparar para os exames e entender a situação brasileira, recebemos o autor e professor de Matemática Ricardo Suzuki, do sistema de ensino pH, na série de lives do GUIA sobre o novo coronavírus.

A atividade principal da Matemática, no cenário atual, é analisar dados sobre a disseminação da doença, assim como projetar cenários possíveis para o futuro. Como na nossa última live, sobre Biologia e o novo coronavírus, o professor comenta como é importante se informar a partir de instituições oficiais.

Suzuki aponta que a leitura de gráficos deve ser um dos conteúdos mais cobrados pelos exames. Com dados coletados por ele em fontes oficiais, o professor mostra as diferenças entre escalas lineares e logarítmicas e explica como é possível entender a disseminação da doença e quais são as repercussões matemáticas do isolamento social.

Ele também pede para os alunos estarem atentos à escala dos gráficos. Segundo Suzuki, em questões comparativas, é possível que diferentes gráficos com os mesmos dados apresentem inclinações diferentes apenas porque estão sendo trabalhados em escalas diferentes.

Apesar dos dados em situações pandêmicas serem alterados todos os dias, ele atenta que as questões dos vestibulares devem ser apresentadas de maneira mais simples com situações mais claras. Por exemplo, na realidade, é impossível sabermos a base da função exponencial, que indica quantas pessoas são infectadas por um contaminado. Mas, nas provas, essa informação deve ser apresentada no enunciado da questão.

Esteja preparado, também, para problemas de porcentagem, que devem se relacionar com outras disciplinas como Biologia, Química e Sociais. Além disso, outro tema importante será relacionado às questões econômicas do país a partir de exercícios de matemática financeira, como juros simples e compostos.

Assista à live completa com as explicações do professor.

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Ainda é possível conseguir um estágio durante a pandemia?

A pandemia do coronavírus desestruturou o mercado de trabalho. Além do aumento do desemprego, grande parte das profissões está se reinventando para encontrar formas de sobreviver a uma nova realidade. E não é diferente com os estágios. Segundo a Companhia de Estágios, 25% das vagas abertas foram suspensas com a chegada da pandemia.

Mas muitas empresas estão indo na contramão e aderindo ao manifesto Não Demita, criado por Daniel Castanho, presidente do conselho de administração da Ânima Educação, ao lado de nomes como Magazine Luiza, Santander e Natura. No movimento, as empresas participantes se comprometem a manter seus funcionários por mais dois meses durante a crise para diminuir o colapso econômico e social. Além disso, algumas empresas decidiram seguir com a abertura de seus programas de estágio, durante a quarentena, e adaptar seu processo seletivo ao momento, como a Sanofi.

A Catho, empresa que facilita o recrutamento das empresas, afirma que 50% dos profissionais de RH acreditam na efetividade do processo seletivo online durante a quarentena. Entre os recursos mais utilizados, a videochamada tem a preferência para a realização da entrevista e é muito importante para “mostrar ao recrutador quem é o candidato de forma mais clara e pessoal”.

A Catho afirma que muitas empresas seguem contratando e que possui cerca de 5 mil vagas de estágio disponíveis em seu sistema. Nesse momento, “é fundamental estar preparado para a entrevista e estudar sobre o momento que a companhia está passando”, afirmam.

Uma boa causa

Mas, para além das vagas de estágio, a busca por voluntariados cresceu durante a quarentena. Com o aumento de 50% na procura de projetos para se engajar, a plataforma Atados passou a divulgar e treinar suas ONGs parceiras para o voluntariado a distância.

Para escolher um projeto, você pode partir da causa em que quer se engajar, da habilidade que você quer desenvolver ou, até mesmo, combinando com seu curso de graduação. Para Daniel Morais, fundador do Atados, o mais interessante de participar de um voluntariado é a autonomia que eles oferecem ao candidato.

Essa oportunidade garante, além do trabalho social e do aprendizado, experiência que pode ser incluída no seu currículo. “Muita gente faz voluntariado para depois entrar no mercado de trabalho, já que algumas atividades te permitem liderar uma equipe ou gerir um projeto sozinho, oferecendo habilidades que, às vezes, você não teria em um estágio”, conta Morais.

Algumas vagas dependem de pré-requisitos específicos, como designer ou psicólogo, por exemplo, mas outras dependem apenas da disposição do candidato em ajudar. O fundador da plataforma conta que o mais importante é o comprometimento com as tarefas: “o voluntário precisa pensar se vai ter disposição e tempo para cumprir aquele trabalho”.

Atualmente, o Atados conta com 2.300 ONGs parceiras que precisam de ajuda de redatores, analistas jurídicos, programadores, ilustradores e até influenciadores de causa.

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