Entrevistas de estágio por videoconferência: 9 dicas para se dar bem

Uma das etapas mais importantes para conquistar uma vaga de estágio é a entrevista. Nela, os recrutadores irão avaliar uma série de fatores, como as suas experiências, interesses e habilidades para checar se o seu perfil é compatível com a vaga disponível. 

Essa dinâmica, mesmo antes da pandemia, já era realizada por algumas empresas de forma virtual. Mas, por causa do cenário atual, o formato se tornou ainda mais comum. Portanto, é necessário se adaptar. 

Embora seja muito parecida com o modelo presencial, a entrevista por videoconferência demanda algumas peculiaridades, então é preciso estar atento para não cometer gafes ou passar uma impressão ruim durante a conversa.

Por isso, confira nove dicas para mandar bem em uma entrevista de estágio por videoconferência:

Domine a plataforma

Pesquise em qual ferramenta a entrevista será realizada e a explore alguns dias antes. Baixe a versão mais atualizada, deixe a senha escrita em um local acessível e teste quais os recursos disponíveis. Uma dica é fazer uma videochamada de teste pela plataforma com um amigo ou parente. 

Além disso, todo programa está sujeito a falhas, então já pense em algumas alternativas caso algo dê errado, como testar o recurso de mensagens da plataforma ou ir para um local onde a internet esteja melhor.

“Chegue mais cedo”

Em uma entrevista presencial, é comum que os candidatos cheguem com antecedência para dar tempo de contornar possíveis imprevistos. Com as videoconferências não deve ser diferente. 

Em alguns casos, talvez você precise esperar o recrutador te convidar para conseguir ingressar na chamada. Por isso, esteja preparado, na frente do computador e pronto para a dinâmica cerca de 10 a 15 minutos antes. 

Mas, se for possível, vale a pena entrar na sala virtual na qual será feita a entrevista cerca de 10 minutos antes. Dessa forma, você demonstra pontualidade e já pode ir conferindo se todos os recursos estão funcionando e configurar o que for necessário. Avalie se câmera está funcionando, se o microfone e o áudio estão bons e se a sua conexão está estável. 

Cuidado com as roupas

Não é porque você está em um vídeo e na sua casa que qualquer tipo de roupa é válido. Vista-se de maneira apropriada, de acordo com a vaga, como se fosse a uma entrevista presencial. E, sim, dos pés à cabeça: embora só apareça da cintura para cima durante a conversa, nunca se sabe se você precisará levantar para pegar algo.

Atente-se aos seus gestos e suas expressões faciais 

A comunicação não-verbal também é importante em entrevistas por vídeo. Lembre-se que tudo o que você transmite pela sua linguagem corporal também está sendo avaliado. Por isso, atente-se à sua postura, gesticule sem exageros durante a fala e evite ficar parado demais encarando a tela. Treinar tudo isso em um espelho é uma ótima alternativa.

Olhe para a câmera quando for falar

Enquanto o recrutador estiver falando, olhe para o monitor, mas quando for responder olhe diretamente para a câmera. Lembre-se que ela equivale aos olhos de quem está entrevistando. Olhar para baixo ou para os lados pode aparentar insegurança e desleixo.

Fique longe de distrações

Para começar, desligue todos os dispositivos que tiver por perto, como celular, televisão e notificações do computador. Em segundo lugar, embora algumas distrações sejam inevitáveis, como um cachorro latindo na rua, a campainha ou obras no vizinho, tente reduzir ao máximo essas possibilidades. Avise as pessoas que moram com você que fará a entrevista e que precisará que ninguém acesse aquele cômodo por um tempo e que precisa do máximo silêncio possível. Feche as janelas, coloque animais de estimação em outro cômodo e nada de fazer outras atividades durante a entrevista. Um recurso válido nessas situações é silenciar o seu microfone enquanto outras pessoas estiverem falando.

Não interrompa outras pessoas

O timing em uma conversa por vídeo é extremamente importante. Como a conexão pode gerar atrasos na conversa, sempre espere dois segundos antes de responder. Isso garante que o entrevistador conclua toda a pergunta sem ser interrompido e evita mal entendidos.

O cenário também conta

Em primeiro lugar, procure um local mais isolado na sua casa para evitar pessoas passando atrás de você ou entrando no cômodo e gerando algum tipo de distração. Além disso, o lugar deve estar bem iluminado e com um fundo arrumado, que não chame muita atenção. Nada de deixar a cama desarrumada ou uma papelada desorganizada visíveis na câmera ou mesmo itens decorativos que se sobressaiam demais. 

Outro detalhe importante é posicionar a câmera de forma que você apareça da cintura para cima, e não apenas o seu rosto.

Não se esqueça do básico

Algumas estratégias fundamentais para se dar bem em uma entrevista presencial continuam valendo nesse modelo, como pesquisar a empresa, ter certas conquistas na ponta da língua e preparar-se para responder perguntas comuns, como maiores defeitos e qualidades.

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Inscrições para o Sisu do 2° semestre foram adiadas para julho

O período de inscrição para o segundo semestre do Sisu, inicialmente divulgado pelo governo, começaria nesta terça-feira (16). Mas o edital nem chegou a ser publicado e alunos de diversas partes do país cobraram informações nas redes sociais, com a #cadeosisu2. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, então, anunciou no início da tarde de hoje, que o período de inscrições para a segunda 2020 do programa foram adiadas para julho.

Os candidatos interessados, que prestaram o Enem 2019 e não zeraram a redação, poderão se inscrever no Sisu entre os dias 7 e 10 de julho. Segundo Weintraub, O MEC deve divulgar nos próximos dias o edital com as regras e o cronograma completo da edição.

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O MEC também oficializou o adiamento e anunciou que até o momento, mais de 51 mil vagas foram disponibilizadas por 57 instituições públicas.

Cursos a distância

Em maio, o MEC anunciou que alterou a portaria com as regras do Sisu para incluir a oferta de vagas em cursos a distância. As alterações passam a valer já para o processo seletivo deste segundo semestre do programa.

É a primeira vez que as instituições interessadas poderão ofertar vagas em cursos não presenciais. Além disso, a portaria determina que as universidades ofereçam meios digitais para o aluno encaminhar os documentos necessários para matrícula, e que publiquem a lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. Ele foi criado em 2012.

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Qual a diferença entre patriotismo e nacionalismo?

Em um país com histórico de classificar como “nacionalistas” outros governos e forças políticas autoritárias, os Estados Unidos, o presidente, Donald Trump, quebrou a regra geral seguida pelos antecessores e assumiu com todas as palavras ser, ele mesmo, um nacionalista. “Eu sou nacionalista. Nacionalista! Usem essa palavra!”, afirmou em um comício em Houston em 2018. 

Na mesma época, no Brasil, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro também valia-se de um discurso similar, em vários pontos, ao do presidente americano. Afirmava que traria de volta os dias de glória do país e ostentava um slogan que dizia “Brasil acima de tudo”. Já eleito, em setembro de 2019, defendeu em seu primeiro discurso na ONU que não estava ali “para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um ‘interesse global’ abstrato”. Uma clara defesa do nacionalismo. 

A diferença entre os dois casos é que Trump e os americanos parecem reconhecer o histórico um tanto quanto impopular e associado ao extremismo que essa palavra pode denotar. Já por aqui, o nacionalismo se traduz, para muita gente, como apenas um sinal de amor e defesa do país. É uma percepção que pode ser atribuída, em partes, pela confusão que fazemos com o termo “patriotismo”. 

“Embora as duas ideias se confundam no discurso político contemporâneo, de um ponto de vista histórico é possível dissociarmos os conceitos de patriotismo e nacionalismo”, afirmou em entrevista ao site Nexo o doutor em História Social pela USP Daniel Gomes de Carvalho. Entenda o nascimento dos dois termos a como eles foram empregados ao longo da história.

Antes de um, o outro

Antes do nacionalismo ganhar força com a consolidação do modelo de Estado-nação, no início do século 19, o patriotismo já fora pensado quase um século antes pelos iluministas como um sentimento de amor e valorização da própria terra, mas sem ambições de dominação. Em Teoria dos Sentimentos Morais, publicado em 1759, Adam Smith defendia que o verdadeiro patriota é aquele que, apesar do amor e defesa da sua pátria, também fica contente em ver o desenvolvimento de outras. Seria, segundo ele, uma complementação do cosmopolitismo — pensamento filosófico que discorda de fronteiras geográficas e pensa o mundo ideal como uma única nação. 

Bem diferente do nacionalismo, que começaria a ganhar força nos anos seguintes com a Revolução Francesa. A primeira vez que o termo “nacionalismo” foi usado, na verdade, foi justamente como um insulto por insuflar um sentimento de superioridade e um suposto ódio ao outro, especialmente àqueles vistos como estrangeiros, como explicou ao Nexo o historiador Gomes de Carvalho. 

De acordo com ele, foi o abade Augustin Barruel quem primeiro proferiu essa “ofensa” contra os revolucionários da Revolução Francesa em suas Memórias para Servir na História do Jacobinismo: “para ele, o nacionalismo era o oposto do patriotismo, pois associava-se a um amor cego ao estado e ao ódio aos estrangeiros, tudo em nome do ‘povo’ e da ‘vontade geral’.”

Um nacionalismo que sustentasse as nações

Mas por que, afinal de contas, os revolucionários precisaram plantar a semente do nacionalismo? Bom, com o surgimento do Estado-nação e agora sem um rei centralizador e autoritário que mantivesse certa coesão e ordem do povo, era necessário que os cidadãos que formavam a “nação” se sentissem motivados a continuar juntos e pertencentes a algo maior. Por isso, no nacionalismo fala-se tanto em um único povo, com uma única história em comum e que deve manter-se unido em prol de determinado objetivo. 

Em seu texto Notas sobre o Nacionalismo, o grande autor de distopias George Orwell faz a seguinte distinção entre patriotismo e nacionalismo: enquanto o primeiro estaria ligado a uma postura defensiva em relação aos valores e cultura de um povo, o outro diz respeito à vontade de dominação: “O propósito permanente de qualquer nacionalista é garantir mais poder e mais prestígio não para si próprio, mas para a nação ou unidade em nome da qual escolheu anular a sua individualidade.” 

O historiador Eric Hobsbawn faz a reflexão de que o sentimento de pertencimento despertado pelo nacionalismo poderia ser explorado por governantes com finalidades políticas. Não precisa nem dizer que exemplos do uso do nacionalismo com essa finalidade política temos aos montes na história — o nazismo é um deles: uma nação “ariana” com objetivos expansionistas. 

Anular diferenças e esquecer a história

O nazismo é o exemplo máximo de uma das mais emblemáticas características do nacionalismo: a anulação das diferenças. Neste caso, houve uso da força física para exterminar algumas parcelas da população e forjar uma nação “sem diferenças”. Mas existem, é claro, casos menos extremos (mas também graves), como quando se recorre a uma estratégia de apagamento da história, afirmando que todos – negros, indígenas, LGBTs, entre outras minorias sociais – vêm do mesmo lugar e, portanto, estão em condições de igualdade. Cria-se uma ideia de união para evitar lidar com as diferenças.

Segundo Gomes de Carvalho, o nacionalismo acaba, portanto, fundando-se muito mais no esquecimento do que na memória de uma nação: “Se toda nação é feita mais de esquecimentos do que de lembranças, o discurso nacionalista pode ser utilizado pelo Estado ou pelas classes dominantes para dizer que essas diferenças, explorações e violências não existem.”

Nacionalismo no Brasil?

Mas, afinal de contas, dá para dizer que o Brasil já teve governos nacionalistas? Ou seriam mais patriotas? Bem, por aqui as coisas ficam meio confusas. É inegável que o nacionalismo já apareceu diversas vezes e em diferentes intensidades ao longo da história, mas sempre de maneiras sutilmente diferentes.

A ideia começou a ser forjada lá atrás, no século 19, para que se consolidasse o Império. Com uma forcinha da literatura — quem nunca se deparou com a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ou com um trecho de Iracema, de José de Alencar, em uma questão? —  as belezas naturais brasileiras começaram a ser exaltadas, bem como os negros e indígenas foram “inseridos” como parte da nação. Nascia aí o famoso mito da democracia racial, já que, na prática, ambos eram excluídos e explorados.

Daí em diante, a ideia de que formamos uma única e homogênea nação foi mais ou menos defendida em diversos governos, da ditadura Vargas à Ditadura Militar, mas geralmente com ressalvas em alguns campos. Alguns presidentes militares, como Castelo Branco, por exemplo, embora tivessem um forte discurso nacionalista no que dizia respeito à política interna e à cultura, foram abertos —  e considerados até entreguistas —  no aspecto econômico, especialmente em relação aos Estados Unidos. 

Nesse sentido, é uma contradição que parece se repetir nos dias de hoje: o nacionalismo no discurso, mas políticas econômicas liberais que caminham para o lado oposto. Some-se a isso o uso constante dos símbolos nacionais, como a bandeira e o hino, e a tentativa de exclusão das diferenças por meio da inclusão, e fica mesmo difícil classificar nosso nacionalismo à brasileira. 

Por fim, aos que se reivindicam patriotas, vale a reflexão de Madeleine Albright — primeira mulher secretária de Estado nos Estados Unidos e perseguida pelo regime nazista na infância — em entrevista ao El País. Segundo ela, não há problemas em buscar sua “identidade étnica, linguística e religiosa”, mas “se minha identidade odeia sua identidade, se transforma em algo muito perigoso”, pondera. “O patriotismo é uma coisa, é bom, mas o nacionalismo é muito perigoso”.

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